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Sessão Pública de Divulgação de Oportunidades de Financiamento do IFRRU 2020 no TSB

A Sessão Pública de Divulgação de Oportunidades de Financiamento do IFRRU 2020, teve lugar esta terça-feira, dia 16, pelas 15 horas no Teatro Sá da Bandeira em Santarém.

Esta ação que reuniu vários/as autarcas, técnicos/as de reabilitação urbana e investidores do Distrito, contou a participação de Jorge Rodrigues, Vereador da Câmara Municipal de Santarém (CMS) e de Inês Barroso, Vice-presidente da CMS. O painel de apresentação do IFRRU 2020 contou, para além de Jorge Rodrigues, com a participação de Dina Ferreira e Maria Albuquerque, da Comissão Diretiva da Estrutura de Gestão do IFRRU 2020, e de Bernardo Campos, representante da Autoridade de Gestão do PO Regionais do Centro.

O IFRRU 2020 tem o objetivo de potenciar mais investimento, reunindo para o efeito “diversas fontes de financiamento, quer fundos europeus do PORTUGAL 2020, quer fundos provenientes de outras entidades como o Banco Europeu de Investimento e o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, conjugando-os com fundos da banca comercial”.

Desta forma, num único pedido de financiamento. o IFRRU 2020 apoia, “em condições mais favoráveis, o investimento na reabilitação urbana e na eficiência energética do imóvel a reabilitar, sem restrições na natureza da entidade que solicita o financiamento ou no uso a dar ao imóvel a reabilitar”. Os pedidos podem ser apresentados junto da rede comercial dos bancos selecionados e em qualquer momento, sem fases prévias dos pedidos de financiamento e sem limites ao número de pedidos.

O Município de Santarém através do Gabinete do Centro Histórico, tem vindo a desenvolver os procedimentos internos e a operacionalização da plataforma associado ao IFRRU, preparando desta forma o apoio aos candidatos e antecipando respostas aos pedidos. Em Santarém a apresentação de pedidos de emissão de parecer vinculativo necessário ao procedimento IFRRU, dá entrada diretamente na Loja do Cidadão ou pelos email’s centro.historico@cm-santarem.pt ou | ficando assegurada a interação entre o gestor do processo o responsável subscritor do parecer e o proponente, garantindo assim toda a celeridade.

Para além disso, "o Município está a preparar uma nova sessão de esclarecimento/divulgação que vai ocorrer na segunda quinzena de março, em data a informar previamente, já com a presença garantida dos representantes da estrutura de gestão do IFRRU, das instituições bancárias que disponibilizam o instrumento financeiro, e de técnicos do Município".

Mais informações em:http://www.cm-santarem.pt/…/planeamento-es…/centro-historico e http://www.portaldahabitacao.pt/…/i…/sessoes_divulgacao.html

http://www.oribatejo.pt/2018/02/12/font-salem-investe-40-milhoes-ate-2020-para-duplicar-a-producao/

«  A Font Salem está já a investir cerca de 40 milhões de euros para duplicar a capacidade produtiva da fábrica de cervejas, refrigerantes e águas de Santarém. O investimento vai permitir criar uma sétima linha de enchimento de vidro, que se junta às seis linhas já existentes.

A fábrica vai também aumentar o emprego, criando mais cerca de 40 postos de trabalho, a juntar aos cerca de 200 que já aqui trabalham. Este reforço de produção permite também dar reposta a novos tipos de clientes e fabricar mais produtos.

Atualmente a unidade de Santarém produz cerca de 200 milhões de litros de bebidas (cerca de 100 milhões são cerveja) e prevê chegar aos 400 milhões. A fábrica produz várias marcas próprias de cerveja, como a Tagus, e também de sumos e águas (aliás a excelente captação de água nesta zona foi um dos motivos para a instalação aqui de uma fábrica de cervejas), mas esta unidade também se especializou em fazer produções à medida dos diversos clientes da grande distribuição. Esta nova linha de enchimento vem dar resposta precisamente a essa necessidade de encher produtos para outras marcas e para os mercados internacionais. Recorde-se que a Font Salem é líder ibérica no mercado de enchimento para marcas da grande distribuição e também no co-packing, isto é, no enchimento para outras grandes marcas, como faz atualmente para a Unicer, sobretudo no Verão, desde que a cervejeira portuguesa encerrou a laboração em Santarém. »

Leia toda a noticia no "O Ribatejo"

Link: http://omirante.pt/economia/2018-02-16-Sessao-sobre-Sistemas-de-Incentivos-a-Inovacao-Produtiva-em-Santarem

ECONOMIA | 16-02-2018 07:57
Sessão sobre Sistemas de Incentivos à Inovação Produtiva em Santarém
Os interessados devem contactar o Departamento de Associativismo, Marketing e Eventos da NERSANT.
A Startup Santarém, Centro de Inovação Empresarial da NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, acolhe no dia 20 de Fevereiro, pelas 10h00, uma sessão de divulgação do ALENTEJO 2020 sobre os Sistema de Incentivos à Inovação Produtiva e ao Empreendedorismo Qualificado e Criativo. Os interessados devem contactar o Departamento de Associativismo, Marketing e Eventos da NERSANT, através dos contactos dame@nersant.pt ou 249 839 500.
A Autoridade de Gestão do ALENTEJO 2020 encontra-se a promover durante o mês de Fevereiro, sessões de divulgação do "Sistema de Incentivos à Inovação Produtiva e ao Empreendedorismo Qualificado", em colaboração com as Comunidades Intermunicipais (CIM) e os Núcleos Empresariais (NER).
Estes sistemas de incentivos já têm avisos abertos até 16 de Março, apenas para NUTS II ALENTEJO. A apresentação dos mesmos, bem como o esclarecimento de questões posteriores, estará a cargo do Turismo de Portugal, do IAPMEI e do ALENTEJO 2020.
O SI à Inovação Produtiva visa o aumento do investimento empresarial em actividades inovadoras (Inovação de Produto, Inovação de Processo, Inovação de Marketing e/ou Inovação Organizacional), bem como o reforço da capacitação empresarial das PME para o desenvolvimento de bens e serviços, através do investimento empresarial em actividades inovadoras e qualificadas que contribuam para a sua progressão na cadeia de valor.
No âmbito deste incentivo, são apoiados a criação de um novo estabelecimento, o aumento da capacidade de um estabelecimento já existente (mínimo 20%), a diversificação da produção de um estabelecimento para produtos não produzidos anteriormente e a alteração fundamental do processo global de produção de um estabelecimento existente.
Quanto ao SI ao Empreendedorismo Qualificado e Criativo, pretende apoiar empresas criadas há menos de dois anos, que apresentem projectos que contribuam para a promoção do espírito empresarial facilitando nomeadamente o apoio à exploração económica de novas ideias e incentivando a criação de novas empresas.

[+] Informação

 

 

Empresas PME Líder 2017
Nome Descrição
Agri - Mendes - Agricultura e Comércio, Lda. Comércio a retalho
Agripóvoa de Santarém Comércio por grosso
Alcasuper, Lda. Comércio a retalho
ALU-M - ALUMINIOS E PVC, Lda Indústria
Américo Duarte Paixão, Lda. Indústria
Aníbal Carvalho & Filhos, S.A. Comércio de veículos automóveis
CONSTRUBUILD - SERVICES, Lda Serviços
CONSTRUÇÕES SALDANHA ALVES, LDA. Construção civil
Creaventura, Lda. Restauração e similares
Euroed - Máquinas e Ferramentas, Lda. Comércio por grosso
Farmácia Confiança Santarém, Lda. Comércio a retalho
Ferplay - Fábrica de Portões, Lda. Indústria
Francisco Patrocínio - Serviços Pecuários, Lda. Comércio por grosso
GRUPO FRAZÃO, S.A. Indústria Extrativa
Irricampo - Sistemas de Rega, Lda. Comércio por grosso
JOSÉ CARLOS JESUS CORDEIRO,LDA. Agricultura
Olitrem - Indústria de Refrigeração, S.A. Indústria
Orcopeças - Organização Comercial de Peças e Acessórios para Automóveis, Lda. Comércio a retalho
Pedramoca - Sociedade Extrativa de Pedra, Lda. Indústria Extrativa
Ribatubos - Tubagens e Acessórios, Lda. Comércio a retalho
ST - Serviços de Restauração, Lda. Restauração e similares
Tecadi - Indústria e Comércio de Produtos para o Sector Agro-Alimentar, Lda. Comércio por grosso
Transmosense - Transportadora, Lda. Transportes
Transportes Fátima Brígida, Lda. Transportes
Transportes Vieira Vacas, Lda. Transportes
Valsabor, S.A. Indústria
Vasverde - Sociedade Agrícola Unipessoal, Lda. Agricultura
Vítor Almeirão, Lda. Comércio por grosso


Critérios PME Líder »»

 

Empresas PME Excelência 2017
Nome Descrição
Ferplay - Fábrica de Portões, Lda. Indústria
Irricampo - Sistemas de Rega, Lda. Comércio por grosso
Ribatubos - Tubagens e Acessórios, Lda. Comércio a retalho
ST - Serviços de Restauração, Lda. Restauração e similares
Transportes Vieira Vacas, Lda. Transportes

 

Critérios PME Excelência 2017»»

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Programa Quality - Programa de Qualificação e Valorização do Alojamento Local

Roadshow de divulgação do Programa Quality
Notícia "O Ribatejo" |
 

«A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) promove, no dia 14 de março (quarta-feira), pelas 15h00, uma sessão no âmbito do “Roadshow Nacional de Workshops” – Ser Empresário de Alojamento LOCAL E AGORA?, na Casa do Brasil, em Santarém.

Esta iniciativa conta com o apoio institucional da Câmara Municipal de Santarém e conta com as presenças de Ricardo Gonçalves – Presidente da Câmara Municipal de Santarém, António Ceia da Silva – Presidente do Turismo do Alentejo – ERT, Nuno Lopes da IDTOUR e Pedro Carvalho, Patrícia Purshotam Morais e João Cavaleiro Ferreira, da AHRESP.

Com esta sessão, pretende-se responder à dinâmica e aos desafios de crescimento da atividade do Alojamento Local (AL) e pretende-se dotar os proprietários e empresas, que desenvolvem esta atividade, de um conjunto de ferramentas de apoio à gestão e à garantia de padrões na qualidade do serviço, contribuindo assim para a promoção e projeção internacional do destino Portugal, aliado à criação de uma marca que gere mais confiança nos consumidores.

‘Sou empresário de Alojamento Local, e agora?’ é o mote para esta iniciativa, que tem como objetivo apresentar o conjunto de respostas que a AHRESP desenvolveu no âmbito deste projeto para a qualificação e valorização das unidades de AL. Estas iniciativas encerram ainda a oportunidade para se refletir sobre o “estado de arte” do AL em Portugal e, em particular, na região e no Município onde o workshop ocorre, bem como aprofundar temas de relevância estratégica para o setor.

A participação é gratuita, mediante inscrição obrigatória através do formulário disponível AQUI.

Esta é uma iniciativa coorganizada pela AHRESP com as Entidades Regionais de Turismo do Alentejo, Turismo Centro de Portugal e Turismo do Porto e Norte de Portugal e, ainda, com as autarquias locais, divulgadas na região-alvo pela AHRESP e parceiros, dirigidas a todos os empresários de AL e abertas ao público em geral, tendo sido cofinanciado pelo Compete 2020 / Portugal 2020.»

14 Março | Casa do Brasil | 15h

Inscrições Gratuitas:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeTaL0Gg6xD7NnPgvLdziuEd044S6u_q0bcDSMKCzsXLbRauw/viewform

Mais informações:

Rita Henriques

rita.henriques@ahresp.com

www.quality.ahresp.com

 

 

NERSANT e Agrocluster Ribatejo procuram bio-ideias de negócio

No âmbito do projeto BIO-WARE, a NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém e o Agrocluster Ribatejo, acabam de lançar o "Acelerador de Bio-ideias", concurso de ideias de negócio que pretende aproveitar o potencial da bioeconomia na região de Santarém, convertendo-o em bioprodutos e bioserviços. As candidaturas estão abertas até 16 de março.

Projeto "BIO-WARE - Programa de Sensibilização para a Bieconomia"

O projeto "BIO-WARE - Programa de Sensibilização para a Bieconomia", visa a promoção da inovação e do empreendedorismo de forma a melhorar a comercialização dos resultados científicNo âmbito do projeto BIO-WARE, a NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém e o Agrocluster Ribatejo, acabam de lançar o "Acelerador de Bio-ideias", concurso de ideias de negócio que pretende aproveitar o potencial da bioeconomia na região de Santarém, convertendo-o em bioprodutos e bioserviços. As candidaturas estão abertas até 16 de março.os associados à Bioeconomia “Verde” (Agroflorestal) e à Bioeconomia “Branca” (aplicações industriais e ambientais). O projeto centra-se no estudo e disseminação de informação sobre a bioeconomia, compreende ações de sensibilização e informação que contribuam para a concretização de projetos inovadores de Bioeconomia que possam ser desenvolvidos no seio das fileiras estratégicas da Região.

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Concurso “Acelerador de Bio-Ideias”

Reconhecendo-se a forte ligação da região de Santarém à terra e aos recursos biológicos, considera-se existir um enorme potencial inexplorado na região em torno da Bioeconomia e da sua utilização inteligente para o desenvolvimento de soluções inovadoras com base em recursos biológicos e renováveis. É neste contexto que surge o Concurso “Acelerador de Bio-Ideias”, dinamizado pela NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém e a Animaforum – entidade responsável pela gestão do Cluster Agroindustial do Ribatejo (Agrocluster). Com esta iniciativa pretende-se desafiar a comunidade a apresentar ideias para a conceção e comercialização de bioprodutos ou bioserviços, ambicionando desta forma tirar partido das inúmeras oportunidades latentes no domínio da bioeconomia.

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Ficha de« candidatura » - Concurso

 

 

 

Entrou em vigor, após publicação, o Regulamento Municipal de Concessão de Incentivos ao Investimento

O Municipio concede concede isenção de taxas e benefícios fiscais para incentivar novos investimentos

Isenção total ou parcial de taxas municipais, concessão de benefícios fiscais nos impostos a cuja receita o Município tenha direito, são os principais apoios que fazem parte do novo Regulamento de Concessão de Incentivos ao Investimento, criado pela Câmara de Santarém, com o objetivo de atrair e apoiar empresas que apostem em setores inovadores e contribuam para o desenvolvimento do concelho.

O regulamento destina-se a projetos de investimento de iniciativa privada que visem a sua instalação, relocalização ou ampliação no concelho de Santarém. Podem beneficiar destes apoios os projetos de investimento que sejam relevantes para o desenvolvimento sustentável do concelho, contribuam para o fortalecimento da cadeia de valor do concelho e da região e para a diversificação do tecido empresarial local, nomeadamente em sectores inovadores e/ou de base tecnológica, ou que contribuam para o reordenamento agrícola, industrial, comercial ou turístico do concelho, que sejam geradores de novos postos de trabalho ou signifiquem a manutenção de postos de trabalho existentes e/ou o aumento da sua qualificação.

O regulamento contempla também os projetos que assentem em processos de inovação produtiva, designadamente na produção de novos bens e serviços no concelho e no país ou melhoria significativa da produção atual através da transferência e aplicação de conhecimento, na expansão de capacidades de produção em sectores de alto conteúdo tecnológico ou com procura internacional dinâmica, na inovação de processo, organizacional e de marketing, e no empreendedorismo qualificado, privilegiando a criação de empresas baseadas em conhecimento ou de base tecnológica ou em atividades de alto valor acrescentado.

Os incentivos previstos incluem a isenção, total ou parcial, de taxas municipais e pela concessão de benefícios fiscais nos impostos a cuja receita o município tenha direito, num valor proporcional ao montante do investimento, ao número de postos de trabalho criados ou mantidos e às externalidades positivas geradas pelos projetos.

No documento, a Câmara compromete-se ainda a ser célere e eficaz nos procedimentos administrativos relacionados com iniciativas empresariais de interesse municipal e valorizará o número de postos de trabalho a criar ou manter, sobretudo se forem qualificados, tendo em conta a relação entre o número de licenciados e os postos de trabalho e a formação profissional e qualificação contínua.

Podem candidatar-se aos incentivos previstos neste regulamento as empresas ou empresários individuais legalmente constituídos e em atividade que, à data da apresentação da candidatura tenham a sua situação regularizada relativamente a contribuições e impostos, apresentem uma situação económico-financeira equilibrada ou, tratando-se de projetos de investimento de elevada densidade tecnológica, demonstrem ter capacidade e evidências de financiamento do projeto de investimento.

Além de não estarem em insolvência, os promotores terão de apresentar um projeto de investimento que contemple a criação ou manutenção de, no mínimo, 10 postos de trabalho ou um montante de investimento não inferior a 250 mil euros.

Os pedidos de incentivos deverão ser apresentados junto da Câmara Municipal, através de requerimento próprio.

Consulte o «REGULAMENTO»

Entrevista com presidente do IAPMEI – “Queremos ser reconhecidos como a casa das empresas”
Publicado a 15 de Março de 2018 jornal "O Ribatejo"

«Jorge Marques dos Santos, presidente do IAPMEI, fala-nos aqui dos apoios deste organismo à inovação na economia, das políticas de financiamento e da sua visão sobre o tecido empresarial do Ribatejo

Que papel tem hoje o IAPMEI no apoio às empresas?

O IAPMEI é um parceiro estratégico. Toda a nossa atuação se baseia na proximidade às PME com a missão de promover o empreendedorismo, estimular o investimento e a inovação e apoiar a capacitação competitiva das empresas, virada para o mercado global. O nosso papel é, por isso, o de disponibilizar diferentes instrumentos de política pública para empresas que queiram crescer, que queiram basear a sua estratégia na inovação, criatividade, diferenciação, e que apostem decididamente na internacionalização. Queremos ser o parceiro público por excelência das empresas, sermos reconhecidos como “a casa das empresas”.

Que instrumentos é que o IAPMEI tem disponíveis para as empresas?

O IAPMEI disponibiliza soluções que respondem às empresas ao longo de todo o seu ciclo de vida. Em paralelo, mantemos o foco nas grandes prioridades da política pública para a economia portuguesa, nomeadamente nos instrumentos de estímulo ao empreendedorismo, à inovação, à capacitação competitiva e à internacionalização.

No domínio do empreendedorismo e inovação, destaco o programa StartUP Voucher, que disponibiliza um conjunto alargado de apoios a projetos em fase de ideia e o acesso à Enterprise Europe Network da Comissão Europeia, que o IAPMEI coordena em Portugal, que disponibiliza um serviço integrado às empresas, facilitando a sua inovação em novos mercados.

No que respeita a soluções de financiamento (crédito e capital) o IAPMEI, através de sociedades financeiras e fundos participados, disponibiliza às empresas, um conjunto de soluções de crédito, que permitem dar resposta a necessidades gerais de financiamento ao investimento e à inovação, fundo de maneio e tesouraria e, a necessidades resultantes de situações específicas para fazer face a ocorrências extraordinárias.

Na gestão de fundos do Portugal 2020, o IAPMEI tem na sua esfera os sistemas de Incentivo para Inovação Empresarial e Empreendedorismo, Qualificação e Internacionalização de PME e Investigação e Desenvolvimento Tecnológico. O número de candidaturas de empresas praticamente triplicou face ao período homólogo do quadro anterior e a execução dos fundos teve um comportamento idêntico.

A aposta na chamada Indústria 4.0 está em marcha com intervenção também do IAPMEI. As empresas estão a aderir em grande número ou é ainda um caminho trilhado por alguns “exploradores”? Como fazer chegar a mensagem da revolução digital ao empresariado mais velho, que ainda tende a desconfiar destas “inovações”?

A Indústria 4.0 não é uma moda, nem uma opção, mas sim uma evolução imparável, que obriga a maior informação, qualificação e partilha de experiencias, já que a competitividade não é mais entre empresas no mercado nacional, mas sim de todo o setor no mercado global. As empresas têm de aprender a ganhar massa crítica trabalhando em conjunto, em especial na sua abordagem ao mercado de exportação. A transformação digital dos processos de negócio, potencia o funcionamento em rede e permite que as cadeias de valor ultrapassem as fronteiras da empresa passando a abranger as atividades a montante e a jusante de uma forma ubíqua. As startups de base tecnológica podem desempenhar um importante papel neste caminho, trabalhando em parceria com as indústrias tradicionais, trazendo-lhes competências que elas isoladamente levariam muito tempo a desenvolver.

As respostas a este novo paradigma e os impactos nos diferentes setores serão diferenciados. Se nalguns casos se esperam/verificam alterações muito rápidas e claramente disruptivas, outros viverão todo o processo de uma forma mais “evolutiva”.

Em qualquer dos casos, importa perceber as características essenciais deste novo modelo e avaliar os inevitáveis impactos nas estratégias e nas dinâmicas empresariais tal como as conhecemos hoje.

Temos gente capaz, temos uma literacia digital elevada nas novas gerações, temos boas universidades a formar nessa área e podemos aproveitar esta onda da Indústria 4.0 também como negócio em si. As gerações tradicionais têm que perceber que se não se informarem e não começarem rapidamente a utilizar a digitalização nos seus processos produtivos e de negócio, vão ficar fora de jogo e isso seria dramático. Diria que é inevitável esse movimento.

Quais são os principais fatores para uma empresa ter sucesso na internacionalização?

Para uma empresa ter sucesso na internacionalização é fundamental em primeiro lugar que tenha os seus sistemas de gestão, processos e produtos seguindo as melhores normas de qualidade consistente. Nada pior do que tentar entrar num mercado e falhar no cumprimento dos seus compromissos e na qualidade dos seus produtos.

Tem de conhecer bem os mercados onde vai entrar, de preferência com parceiros locais, de confiança e conhecedores das cadeias de valor dos locais de destino. Tem de dispor das capacidades financeiras e de financiamento adequadas para assegurar cumprimento de prazos e fornecimentos com dimensão e escala normalmente muito superior à que estavam habituados no mercado nacional. É fundamental assegurar a devida proteção dos seus créditos, para o que existem no mercado boas soluções de seguros.

Um aspeto essencial é dispor de uma cadeia logística eficiente e eficaz, geralmente recorrendo a operadores logísticos experimentados nos mercados que pretende atingir, atuando em parceria.

Acima de tudo, tem de sair do conforto “da sua casa”, para conhecer bem os mercados onde se vai implantar, dispondo para o efeito de apoios em sistemas de incentivos especializados, cooperação com Associações, presença em feiras.

A dificuldade de acesso ao financiamento é um dos problemas que mais afeta as empresas. O que tem feito o IAPMEI neste domínio?

O Programa Capitalizar, lançado pelo Governo em 2016, e no qual o IAPMEI tem intervenção, foi desenhado para prestar apoio à capitalização das empresas, à retoma do investimento e ao relançamento da economia, com o objectivo de promover estruturas financeiras empresariais mais equilibradas, reduzindo os passivos das empresas que se apresentam economicamente viáveis, ainda que com níveis excessivos de endividamento, bem como melhorar as condições de acesso ao financiamento das PME.

A região do Ribatejo tem estado a dar passos pioneiros nas estruturas de apoio às startups – como a «Startup Santarém» por exemplo -,uma área em que o IAPMEI dispõe de instrumentos de apoio. Que acompanhamento faz o IAPMEI destas iniciativas e como pode ajudar a que se consolidem e cresçam em número?

Em Portugal tem-se vindo a aprofundar um verdadeiro ecossistema de empreendedorismo. Repare-se que hoje temos já mais de 120 incubadoras reconhecidas no âmbito de uma medida em que o IAPMEI tem um importante papel de gestão que se chama Vale Incubação.

O IAPMEI tem sido de facto a entidade pública que gere algumas das medidas mais emblemáticas da Estratégia Nacional para o Empreendedorismo que está a ser levada a cabo pelo Governo.

Um bom exemplo é o StartUp Voucher que, por estar a ser uma medida de grande sucesso, vai avançar com mais duas fases de candidatura em 2018. Tem sido feito um esforço para por Portugal no radar do Empreendedorismo.

Hoje em dia, qualquer nova iniciativa empresarial nasce no mercado global. Precisamos, cada vez mais, de referências mundiais de sucesso, de acesso a capital e a financiamento global. Precisamos não apenas de apoio público, mas também de um crescimento do empreendedorismo corporativo e de continuar a apostar na inovação empresarial e na colaboração entre empresas e centros de saber para criarmos um ecossistema empreendedor que se autoalimente.

Mas naturalmente que, sendo importante o aparecimento de startups como sinal de vitalidade do tecido empresarial, é fundamental assegurar que vão crescer e tornarem-se empresas sólidas e sustentáveis, criadoras de emprego e impulsionadoras do crescimento económico.

Que caraterização faz do tecido empresarial do Ribatejo?

A região do ribatejo possui um tecido económico muito variado e rico. Salienta-se contudo o potencial dos recursos endógenos da região, nomeadamente ao nível do setor agroalimentar, principalmente pela sua elevada incorporação nacional e pelo potencial que representa em termos de desenvolvimento sustentável da região. A utilização destes recursos endógenos pode traduzir-se em vantagens competitivas no mercado, diferenciando os seus produtos pela origem e pela qualidade. Isso não invalida a relevância de outros setores, até porque a força e resiliência de uma região está igualmente na variedade das atividades económicas.

Qual é o grau de utilização dos fundos e programas comunitários, geridos pelo IAPMEI, por parte das empresas do distrito de Santarém?

Efetivamente, a procura dos apoios tem excedido todas as expetativas e resulta em grande parte do grande dinamismo do tecido empresarial. Os projetos em curso no Portugal 2020 acompanhados pelo IAPMEI representaram já cerca de 1,4 Mil milhões de euros de investimento e possuem um potencial de criação de 29 mil postos de trabalho. A região tem apresentado uma dinâmica semelhante à verificada a nível nacional.

O IAPMEI está descentralizado em várias regiões do País, mas com grande incidência a norte. Como justifica não existir uma delegação no distrito de Santarém ou de Castelo Branco, por exemplo?

O IAPMEI está empenhado no projeto “Espaço Empresa” que visa criar uma rede de pontos únicos de atendimento às empresas, distribuído por todo o espaço nacional, com serviços disponibilizados quer através do canal presencial, numa lógica de proximidade e de atendimento personalizado, quer através dos canais online e telefónico. Esta rede de atendimento multicanal permitirá o acompanhamento do empresário ao longo do ciclo de vida do seu investimento, traduzindo, no plano material, uma das linhas consagradas em sede do Programa do XXI Governo, em sede de melhoria do atendimento às empresas.

Inicialmente designado no Programa Simplex + 2016 como “Gabinete do Investidor”, e fundamentalmente centrado na vertente do atendimento presencial disponibilizado pela administração central (IAPMEI, AICEP e AMA), este projeto registou desde então uma evolução significativa. Assim, e por um lado, reconheceu-se a vantagem da sua integração num projeto mais vasto de criação de uma rede única, multicanal, de atendimento empresarial – a “Rede Espaço Empresa”. Por outro lado, passou-se a atribuir aos municípios um papel decisivo na expansão física desta rede de atendimento aos empresários, tendo em vista assegurar uma maior capilaridade da rede e explorar sinergias com estruturas de apoio ao investimento já hoje existentes em muitas câmaras municipais.

Qual tem sido a evolução do número de empresas a pedir o estatuto de PME Excelência? Como analisa a evolução desta distinção no distrito de Santarém?

O Distrito de Santarém acolhe 55 empresas PME Excelência, representando 2,8 % do total nacional, que é de 1947 empresas. As PME Excelência do Distrito de Leiria, apresentam duma forma geral indicadores de desempenho e solidez alinhadas com os observados para o País.

Que importância prática tem este estatuto para a vida das empresas?

Os Estatutos PME Líder e PME Excelência são efetivamente estatutos muito prestigiantes, desejados e disputados pelas PME.

A reputação dos estatutos, advém contudo das vantagens que confere às empresas distinguidas, quer em notoriedade e reconhecimento pelo mercado, junto de instituições públicas e privadas e ainda do acesso a um conjunto de bens e serviços (Seguros, fundos de pensões, seguro de crédito, combustíveis e energia, comunicações, …) em condições preferenciais, no âmbito de parcerias com diversas entidades.

As PME Líder e as PME Excelência (subconjunto das melhores PME líder) apresentam elevados níveis de desempenho, de solidez e de rating e são selecionadas pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal, no âmbito de uma parceria que envolve os 11 principais bancos e o Sistema de Garantia Mútua, pelo que beneficiam de melhores condições no acesso a financiamento, em termos de prazo, taxas de juro e montantes.

Importa ainda salientar a relevância destas empresas enquanto exemplo e referência para as outras empresas, constituindo uma boa base de benchmarking»

15 de Março de 2018 - jornal "O Ribatejo"

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